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NOTA DE REPÚDIO AO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR IMPETRADO PELA SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO – SEDUC CONTRA A EQUIPE GESTORA DA ESCOLA ESTADUAL DE ESNINO FUNDAMENTAL E MÉDIO FREI OTHMAR
27/4/2017 - Admin

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio FREI OTHMAR, vem manifestar solidariedade as servidoras Andréa Maria da Silva Guimarães, Diretora, Maria Julia Pinheiro dos Santos, Coordenadora do Conselho Escolar e Rosilda Perpétua Lima Andrade, Vice-Diretora, gestoras da referida escola e ao mesmo tempo REPUDIAR a ação administrativa impetrada pelo Governo do Estado, através Procedimento Administrativo Disciplinar – PAD. Esta comunidade escolar veementemente repudia o processo administrativo e se posiciona em defesa das servidoras, por considerar que a abertura de tal processo é um ato injusto e incoerente, uma vez que as acusações a elas imputadas, ainda que possam ser configuradas como passíveis de penalidade, de acordo com a Lei 5.810, (Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos do Estado do Pará), não foi realizada com a finalidade de lograr o patrimônio público, conseguir vantagens em proveito próprio, tampouco houve descaso na conservação dos bens públicos sob suas responsabilidades. As ações realizadas pelas gestoras sempre foram na tentativa de suprir as necessidades mais urgentes da escola a qual administram.

Para tanto, é preciso que se diga que já faz algum tempo que a escola tem sobrevivido das coletas entre servidores e dos recursos advindo da realização das festas juninas, além do material de limpeza que arrecada a partir da parceria com a cantina e a copiadora, que foram implantadas na escola a partir das reivindicações dos próprios alunos, que no caso desta última, necessitavam de um lugar para tirar cópias, pois todas as vezes que precisavam xerografar algum material didático, uma vez que o livro didático não contempla todo o conteúdo a ser estudado, eram obrigados a sair da escola, o que normalmente não era permitido e acabava prejudicando os alunos.

Os recursos arrecadados com essas atividades sempre foram usados em benefício da escola, como exemplo, pode-se citar a aquisição de um bebedouro novo que foi comprado em 2015. A escola informou para a 5ª URE a situação de calamidade e insalubridade a qual se encontrava o bebedouro, mas não conseguiu resolver. Os alunos sofreram até aproximadamente o mês de agosto, fato que só foi resolvido com o festival folclórico que foi realizado pela escola a partir da parceria do Conselho Escolar, dos professores, alunos, pais e gestão.

Outro exemplo do descaso do governo e da falta de recurso em que esta escola vive é a água que é consumida pelos servidores. Não há dinheiro para comprá-la. Então é realizada uma coleta mensal entre os servidores para adquirir a água que é consumida na sala dos professores. Cada servidor que faz sua doação assina uma planilha de controle.

Diante do exposto, constata-se que a escola Frei Othmar não recebe verba suficiente para custear suas despesas já há algum tempo, fato esse que leva a escola a procurar outras formas de conseguir recursos para suprir suas necessidades básicas. Em 2016, por exemplo, pela passagem do aniversário da escola, foi realizada uma atividade em parceria famílias-alunos-professores-gestão, para arrecadar materiais de expediente e material de limpeza, uma vez que a escola estava praticamente sem nenhum material básico para atendimento de sua finalidade: os alunos.

Há várias outras situações que são realizadas com a colaboração de alunos, professores e gestão da escola, como a pintura das salas de aula, a reforma das cadeiras das salas e a conservação da área externa da escola, o que deixa claro que nos últimos tempos a escola tem se mantido com a boa vontade dos professores, dos alunos e da gestão.

Mais um exemplo: no ano passado a escola foi invadida por marginais e vivenciou um arrombamento, com destruição de materiais diversos, portas e telhado. E lá estava novamente “a boa vontade” dos servidores e da gestão para resolver o problema, que foi solucionado com a doação por parte dos servidores, de material para consertar os estragos causados pelos vândalos. Mais uma vez o governo manteve-se ausente.

Sem falar da reforma inacabada que já causou muitos transtornos para a escola. Por causa dessa reforma, a escola ficou durante um tempo com apenas um banheiro que era usado por meninos e meninas. E mais uma vez o Estado não cumpriu com suas obrigações e ficou a cargo dos professores e da gestão da escola tirar recursos do próprio bolso para finalizar os banheiros que estavam inacabados.

A tal reforma prejudicou também o espaço físico da escola. O laboratório de informática foi desativado e uma sala de aula foi derrubada e não foi reconstruída, o que ocasionou a diminuição do espaço físico, fazendo com que a sala da biblioteca fosse transformada em sala de aula, pois não havia sala suficiente para comportar todas as turmas. Em função disso, como a escola Frei Othmar trabalha com salas ambientes, os livros de cada disciplina foram remanejados para suas referidas salas.

São tantas a mazelas vividas por esta escola que fica difícil enumerar todas elas. Mas acredita-se que as citadas sejam suficientes para entender o contexto ao qual a escola está inserida. Mas vale ressaltar que, mesmo diante de tantos problemas, a escola Frei Othmar tem se destacado em relação ao trabalho que desenvolve na comunidade. Criou as salas ambientes, por disciplina, o que ajudou a melhorar o processo ensino-aprednizagem; tem buscado, através da parceria professor-aluno-gestão, manter a escola limpa, arrumada, organizada, pintada, inclusive com carteiras de cores diferentes em cada sala ambiente para identificá-las; instalou centrais de ar em algumas salas, com recursos das festas juninas; melhorou seu IBEB, destacou-se nas Olimpíadas de Língua Portuguesa, destacou-se no SISPAE estadual em 2015, ficando em 16º lugar a nível estadual. Adotou, em parceria com os professores, um modelo de avaliação diferenciada, seguindo o padrão das avaliações externas - Prova Brasil e Enem; enviou representante para a disputa do lançamento do foguete, nas Olimpíadas Brasileira de Astronomia; foi a única escola de Santarém a participar do PISA – prova internacional de avaliação da aprendizagem, entre outras ações de excelente qualidade que a escola desenvolve.

Vale lembrar ainda, a impossibilidade de qualquer gestão em administrar uma escola sem recurso. A cantina e a Xerox são uma das poucas possibilidades que a escola tem de adquirir materiais básicos, que é usado para suprir pequenas necessidades como já foi citado. Sabe-se que não deveria ser assim. O Estado deveria cumprir com seu papel. Mas infelizmente isso não acontece a as escolas “tem que dar seu jeito”, como podem. Outra situação que deve ser lembrada, diz respeito à licitação para a comercialização da Xerox e da cantina na escola. Essa ação não é de responsabilidade da escola, mas da SEDUC ou URE, que por sua vez, não cumprem seu papel e não orientam as escolas sobre como proceder para que a se possa ter na escola esse serviço de forma legal.

É importante mencionar ainda que em relação aos livros da Escola do Curuai, anexa do Frei Othmar, que fica região do Lago Grande, estes não foram encaminhados, não por descaso da gestão, mas por falta de recurso financeiro para pagar o transporte, uma vez que a comunidade é longe da cidade, com acesso apenas através de barco, o que torna o frete oneroso para a escola. Mas tão logo a escola foi notificada da questão, recorreu-se mais uma vez a “boa vontade” de professores e da gestão para que se pudesse arrecadar o valor do frete e remeter o material para aquela comunidade. Com a colaboração de todos os livros foram enviados. Mas questiona-se: isso é correto? Por que o servidor todas às vezes tem que arcar com despesas que seriam do governo?

Diante de tudo isso, os professores, os pais, os alunos, a comunidade escolar como um todo da Escola Frei Othmar sentem-se indignados e no dever de questionar e repudiar tal injustiça que está sendo cometido com a gestão da escola. Essa gestão tem feito todo o esforço para garantir o mínimo de qualidade no processo ensino-aprendizagem, mesmo diante de tantas adversidades. São servidoras sérias, que realizam seus trabalhos com afinco e dedicação, de forma democrática e com transparência, com prestações de contas freqüentes das ações, que são desenvolvidas, mesmo com tão pouco recurso. A indignação aumenta mais ainda quando se constata que a gestão desta escola, as servidoras Andrea Maria da Silva Guimarães, Maria Julia Pinheiro dos Santos, e Rosilda Perpétua Lima Andrade, encontram-se respondendo um Procedimento Administrativo Disciplinar, tendo que responder por atos que não são de suas responsabilidades, mas atribuição do Estado.

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E.E.E.F.M. Frei Othmar
Travessa Professor José Agostinho, SN
Santíssimo - Santarém/PA
Redação: redacao@escolafreiothmar.g12.br

E.E.E.F.M. FREI OTHMAR - Santarém-PA

  • 1Dinamismo e aprendizado
  • 2Fruto de esforço e dedicação
  • 3Além das salas de aula
1 2 3
Qualidade na educação: Professor bem remunerado, condições de trabalho e estudantes bem assistidos em escolas dignas.

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27/4/2017-Admin

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio FREI OTHMAR, vem manifestar solidariedade as servidoras Andréa Maria da Silva Guimarães, Diretora, Maria Julia Pinheiro dos Santos, Coordenadora do Conselho Escolar e Rosilda Perpétua Lima Andrade, Vice-Diretora, gestoras da referida escola e ao mesmo tempo REPUDIAR a ação administrativa impetrada pelo Governo do Estado, através Procedimento Administrativo Disciplinar – PAD. Esta comunidade escolar veementemente repudia o processo administrativo e se posiciona em defesa das servidoras, por considerar que a abertura de tal processo é um ato injusto e incoerente, uma vez que as acusações a elas imputadas, ainda que possam ser configuradas como passíveis de penalidade, de acordo com a Lei 5.810, (Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos do Estado do Pará), não foi realizada com a finalidade de lograr o patrimônio público, conseguir vantagens em proveito próprio, tampouco houve descaso na conservação dos bens públicos sob suas responsabilidades. As ações realizadas pelas gestoras sempre foram na tentativa de suprir as necessidades mais urgentes da escola a qual administram.

Para tanto, é preciso que se diga que já faz algum tempo que a escola tem sobrevivido das coletas entre servidores e dos recursos advindo da realização das festas juninas, além do material de limpeza que arrecada a partir da parceria com a cantina e a copiadora, que foram implantadas na escola a partir das reivindicações dos próprios alunos, que no caso desta última, necessitavam de um lugar para tirar cópias, pois todas as vezes que precisavam xerografar algum material didático, uma vez que o livro didático não contempla todo o conteúdo a ser estudado, eram obrigados a sair da escola, o que normalmente não era permitido e acabava prejudicando os alunos.

Os recursos arrecadados com essas atividades sempre foram usados em benefício da escola, como exemplo, pode-se citar a aquisição de um bebedouro novo que foi comprado em 2015. A escola informou para a 5ª URE a situação de calamidade e insalubridade a qual se encontrava o bebedouro, mas não conseguiu resolver. Os alunos sofreram até aproximadamente o mês de agosto, fato que só foi resolvido com o festival folclórico que foi realizado pela escola a partir da parceria do Conselho Escolar, dos professores, alunos, pais e gestão.

Outro exemplo do descaso do governo e da falta de recurso em que esta escola vive é a água que é consumida pelos servidores. Não há dinheiro para comprá-la. Então é realizada uma coleta mensal entre os servidores para adquirir a água que é consumida na sala dos professores. Cada servidor que faz sua doação assina uma planilha de controle.

Diante do exposto, constata-se que a escola Frei Othmar não recebe verba suficiente para custear suas despesas já há algum tempo, fato esse que leva a escola a procurar outras formas de conseguir recursos para suprir suas necessidades básicas. Em 2016, por exemplo, pela passagem do aniversário da escola, foi realizada uma atividade em parceria famílias-alunos-professores-gestão, para arrecadar materiais de expediente e material de limpeza, uma vez que a escola estava praticamente sem nenhum material básico para atendimento de sua finalidade: os alunos.

Há várias outras situações que são realizadas com a colaboração de alunos, professores e gestão da escola, como a pintura das salas de aula, a reforma das cadeiras das salas e a conservação da área externa da escola, o que deixa claro que nos últimos tempos a escola tem se mantido com a boa vontade dos professores, dos alunos e da gestão.

Mais um exemplo: no ano passado a escola foi invadida por marginais e vivenciou um arrombamento, com destruição de materiais diversos, portas e telhado. E lá estava novamente “a boa vontade” dos servidores e da gestão para resolver o problema, que foi solucionado com a doação por parte dos servidores, de material para consertar os estragos causados pelos vândalos. Mais uma vez o governo manteve-se ausente.

Sem falar da reforma inacabada que já causou muitos transtornos para a escola. Por causa dessa reforma, a escola ficou durante um tempo com apenas um banheiro que era usado por meninos e meninas. E mais uma vez o Estado não cumpriu com suas obrigações e ficou a cargo dos professores e da gestão da escola tirar recursos do próprio bolso para finalizar os banheiros que estavam inacabados.

A tal reforma prejudicou também o espaço físico da escola. O laboratório de informática foi desativado e uma sala de aula foi derrubada e não foi reconstruída, o que ocasionou a diminuição do espaço físico, fazendo com que a sala da biblioteca fosse transformada em sala de aula, pois não havia sala suficiente para comportar todas as turmas. Em função disso, como a escola Frei Othmar trabalha com salas ambientes, os livros de cada disciplina foram remanejados para suas referidas salas.

São tantas a mazelas vividas por esta escola que fica difícil enumerar todas elas. Mas acredita-se que as citadas sejam suficientes para entender o contexto ao qual a escola está inserida. Mas vale ressaltar que, mesmo diante de tantos problemas, a escola Frei Othmar tem se destacado em relação ao trabalho que desenvolve na comunidade. Criou as salas ambientes, por disciplina, o que ajudou a melhorar o processo ensino-aprednizagem; tem buscado, através da parceria professor-aluno-gestão, manter a escola limpa, arrumada, organizada, pintada, inclusive com carteiras de cores diferentes em cada sala ambiente para identificá-las; instalou centrais de ar em algumas salas, com recursos das festas juninas; melhorou seu IBEB, destacou-se nas Olimpíadas de Língua Portuguesa, destacou-se no SISPAE estadual em 2015, ficando em 16º lugar a nível estadual. Adotou, em parceria com os professores, um modelo de avaliação diferenciada, seguindo o padrão das avaliações externas - Prova Brasil e Enem; enviou representante para a disputa do lançamento do foguete, nas Olimpíadas Brasileira de Astronomia; foi a única escola de Santarém a participar do PISA – prova internacional de avaliação da aprendizagem, entre outras ações de excelente qualidade que a escola desenvolve.

Vale lembrar ainda, a impossibilidade de qualquer gestão em administrar uma escola sem recurso. A cantina e a Xerox são uma das poucas possibilidades que a escola tem de adquirir materiais básicos, que é usado para suprir pequenas necessidades como já foi citado. Sabe-se que não deveria ser assim. O Estado deveria cumprir com seu papel. Mas infelizmente isso não acontece a as escolas “tem que dar seu jeito”, como podem. Outra situação que deve ser lembrada, diz respeito à licitação para a comercialização da Xerox e da cantina na escola. Essa ação não é de responsabilidade da escola, mas da SEDUC ou URE, que por sua vez, não cumprem seu papel e não orientam as escolas sobre como proceder para que a se possa ter na escola esse serviço de forma legal.

É importante mencionar ainda que em relação aos livros da Escola do Curuai, anexa do Frei Othmar, que fica região do Lago Grande, estes não foram encaminhados, não por descaso da gestão, mas por falta de recurso financeiro para pagar o transporte, uma vez que a comunidade é longe da cidade, com acesso apenas através de barco, o que torna o frete oneroso para a escola. Mas tão logo a escola foi notificada da questão, recorreu-se mais uma vez a “boa vontade” de professores e da gestão para que se pudesse arrecadar o valor do frete e remeter o material para aquela comunidade. Com a colaboração de todos os livros foram enviados. Mas questiona-se: isso é correto? Por que o servidor todas às vezes tem que arcar com despesas que seriam do governo?

Diante de tudo isso, os professores, os pais, os alunos, a comunidade escolar como um todo da Escola Frei Othmar sentem-se indignados e no dever de questionar e repudiar tal injustiça que está sendo cometido com a gestão da escola. Essa gestão tem feito todo o esforço para garantir o mínimo de qualidade no processo ensino-aprendizagem, mesmo diante de tantas adversidades. São servidoras sérias, que realizam seus trabalhos com afinco e dedicação, de forma democrática e com transparência, com prestações de contas freqüentes das ações, que são desenvolvidas, mesmo com tão pouco recurso. A indignação aumenta mais ainda quando se constata que a gestão desta escola, as servidoras Andrea Maria da Silva Guimarães, Maria Julia Pinheiro dos Santos, e Rosilda Perpétua Lima Andrade, encontram-se respondendo um Procedimento Administrativo Disciplinar, tendo que responder por atos que não são de suas responsabilidades, mas atribuição do Estado.

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